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Posted 10/04/2017 by mauro in Magazine
 
 

Mini Cooper clássico ganha releitura refinada e tecnológica

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Até hoje o Mini, lançado em 1959, é um dos grandes clássicos (e maiores orgulhos) da indústria automobilística britânica.

E para quem não engole a reencarnação atual do modelo, o clássico voltará às ruas – de uma maneira um pouco diferente – pelas mãos da David Brown Automotive, fabricante de veículos fora-de-série fundada em 2013.

Embora não se trate de uma reprodução totalmente fiel ao projeto original (até porque os direitos da marca hoje pertencem ao Grupo BMW), o Mini Remastered lembra bastante o modelo desenhado por Sir Alec Issigonis.

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Os interessados precisam entregar à DBA um exemplar usado de Mini para começar a mistura de restauração e modificação – lá fora, tal tendência é chamada de restomod. A plataforma é praticamente reconstruída, com materiais de maior rigidez, suspensão nova e freios a disco nas quatro rodas.

A carroceria é 100% nova, feita a partir dos moldes originais, mas com estrutura, materiais e técnicas de construção mais modernos para garantir um acabamento e qualidade impecáveis.

A empresa afirma ter se inspirado nos Mini customizados que rodavam por aí nos anos 60 e 70. Externamente, há diferenças apenas nos desenhos da grade dianteira e lanternas. Os mais atentos também perceberão que os frisos cromados nas laterais do Cooper original foram suprimidos, assim como as tradicionais folgas na montagem da carroceria dos veteranos.

Do lado de dentro, o Mini foi profundamente modernizado, ganhando um luxuoso acabamento mesclando couro, madeira, alumínio e níquel, botão de partida do motor, ar-condicionado e até uma central multimídia com suporte a Apple CarPlay. Os bancos também foram trocados por peças mais confortáveis, mas sem comprometer a ótima posição de dirigir do projeto original.

O motor de 1.275 cc original é desmontado e retrabalhado.

A potência pode chegar a até 100 cv – mais do que suficiente para divertir quem estiver atrás do volante, já que o Mini pesa pouco mais de 700 kg.

Haverá também uma opção de 1.310 cc com um pouco mais de força.

Cada exemplar poderá ser intensamente personalizado, com diversas opções de pintura (da carroceria e do teto), revestimento interior e rodas.

Só o processo de pintura demora quatro semanas, tudo feito artesanalmente.

Além disso, estão previstas duas séries especiais: a Café Racer, em homenagem à cultura das motocicletas inglesas da década de 1050, e a Monte Carlo, repleta de referências ao famoso rali que o diminuto Mini chegou a vencer nos anos 1960.

A produção será limitada a “de 50 a 100 unidades por ano”.

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A DBA ainda não anunciou os preços do Mini Remastered, mas a revista Autocar estima um valor inicial de 70 mil libras esterlinas pela conversão.

Da Quatro Rodas